O despertador toca, as mantas que me aquecem confortam o meu corpo, não me levanto, por instantes fico a deleitar-me com o quente que o meu corpo se encontra enrolado, combatendo o ar frio que permanece no quarto onde pernoitei. Por fim a responsabilidade torna-se mais forte, momentos de introspecção são interrompidos por imposições profissionais que me fazem dirigir até à cidade costeira que têm uma ponte de nome Eiffel mas cuja circulação se encontra cortada. Tão bela que é, uma amalgama de ferro cruzado em ângulos simétricos que se espalham entre as margens do rio. Rumo ao centro da cidade, aspectos comuns, a maioria dos pontos a que me tenho de deslocar situam-se próximo dos chamados centros históricos das cidades que visito, outro aspecto, o empedrado reina no lugar do alcatrão, milhares de pequenas pedras de calçada, colocadas individualmente por certeza, por mãos experientes, constituem trilhos únicos a percorrer. Cidade pacata, vêm me à cabeça, os primeiros contactos revelam isso mesmo, gente calma e afável, disposta a colaborar. Após as minhas tarefas deambulo, a pé e sozinho por entre as principais ruas daquele aglomerado, já visível, o porto marítimo cativa a minha atenção e rumo, estas construções sempre me fascinaram, pequenos barcos, navios e até um cruzeiro encontram-se atracados, encostados a mais um pedaço de cimento, parecem-me tristes ali, o quão se eles pudessem e tivessem esse direito, poder desatracar e atravessar mares, deambulando na ondulação que por certo fora deste abrigo os havia de esperar.
A meio da tarde o trabalho ali está concluído, dirijo-me a um local que me chamou a atenção, um monumento que se encontra no topo de uma colina, a qual verifiquei que detinha dois miradouros. Sou um amante deste tipo de locais, adoro a beleza que transparece de uma visão aérea e ampla de um qualquer local aprazível à vista. Percorro uma estrada sinuosa, as curvas enrolam-se mais à medida que subo, a visão é magnífica, paro, aprecio a vista, o mar desperta a minha atenção, a paisagem é maravilhosa, o mar que espuma junto à costa, li
mita a construção e disposição dos edifícios térreos, nada de grandes construções, ao lado de uma planície cheia de verde, que belo, nunca antes tinha visto, pelo que me recordo, tanto verde mesmo junto ao mar. Adoro o mar, principalmente no Inverno quando não existe ninguém dentro dele a banhar-se, dirijo-me até à costa, praia do norte indicam as placas, chegado lá sou invadido por um bem-estar único nestes dias, liberdade, irrequietude, perigo transparecem de um mar revolto. Sinto isto também dentro de mim, o som constante e característico das ondas a bater, melodia infindável que desgasta aquilo com que se cruza, tem em mim efeito contrário. Rejuvenescido, tal seu poder, parto de novo à conquista da estrada, cidade dos arcebispos é de novo meu destino, lá descanso e preparo novo dia, em residência bondosamente cedida para meu uso pessoal. O caminho a fim de experimentar novas vistas e fugir à regularidade das auto-estradas, torna-se escuro e difícil de cruzar, a chuva teima em cair desfocando a minha visão, as nuvens ajudam ao rápido escurecimento do céu, a vegetação adensa-se, como que enrolando estrada e veículos que lá passam, é assustador, mas não me perturba. Tasco característico de nome “Penalty”, bola meio vazia, meio cheia em cima da televisão, indivíduos peculiares, copos de tinto existem e perecem rapidamente, eu acompanhado duma imperial vejo o S.L.B. marcar três golos, já existe cumplicidade entre os que se encontram no estabelecimento, comentam-se futilidades. Jantar, casa, dormir.
A meio da tarde o trabalho ali está concluído, dirijo-me a um local que me chamou a atenção, um monumento que se encontra no topo de uma colina, a qual verifiquei que detinha dois miradouros. Sou um amante deste tipo de locais, adoro a beleza que transparece de uma visão aérea e ampla de um qualquer local aprazível à vista. Percorro uma estrada sinuosa, as curvas enrolam-se mais à medida que subo, a visão é magnífica, paro, aprecio a vista, o mar desperta a minha atenção, a paisagem é maravilhosa, o mar que espuma junto à costa, li
mita a construção e disposição dos edifícios térreos, nada de grandes construções, ao lado de uma planície cheia de verde, que belo, nunca antes tinha visto, pelo que me recordo, tanto verde mesmo junto ao mar. Adoro o mar, principalmente no Inverno quando não existe ninguém dentro dele a banhar-se, dirijo-me até à costa, praia do norte indicam as placas, chegado lá sou invadido por um bem-estar único nestes dias, liberdade, irrequietude, perigo transparecem de um mar revolto. Sinto isto também dentro de mim, o som constante e característico das ondas a bater, melodia infindável que desgasta aquilo com que se cruza, tem em mim efeito contrário. Rejuvenescido, tal seu poder, parto de novo à conquista da estrada, cidade dos arcebispos é de novo meu destino, lá descanso e preparo novo dia, em residência bondosamente cedida para meu uso pessoal. O caminho a fim de experimentar novas vistas e fugir à regularidade das auto-estradas, torna-se escuro e difícil de cruzar, a chuva teima em cair desfocando a minha visão, as nuvens ajudam ao rápido escurecimento do céu, a vegetação adensa-se, como que enrolando estrada e veículos que lá passam, é assustador, mas não me perturba. Tasco característico de nome “Penalty”, bola meio vazia, meio cheia em cima da televisão, indivíduos peculiares, copos de tinto existem e perecem rapidamente, eu acompanhado duma imperial vejo o S.L.B. marcar três golos, já existe cumplicidade entre os que se encontram no estabelecimento, comentam-se futilidades. Jantar, casa, dormir. 
