quarta-feira, dezembro 12, 2007, posted by Ricardo at 11:31 p.m.
Um ano passado a olhar para o rio, tantos pedaços que passaram diante de mim, estou de volta um ano depois ao mesmo lugar, sentado, conformado com a existência que me rodeia e da qual anseio sempre mais. Volto a escrever quando a cabeça volta a latejar de velhas recordações, um ano passou, tantas coisas mudaram, tantas outras se mantêm tristemente iguais. As ideias florescem, o corpo não reage, as viagens continuam, a percepção do desconhecido e do longínquo aumenta, o conhecimento adquire-se, as incertezas e as dúvidas crescem, conheço cada vez mais e melhores pessoas, mas o sentimento de solidão não passa, aumenta, como uma força dentro de mim. Dão-me a mão mas não a agarro, iludo-me a pensar que posso agarrar uma outra, quando essa por vezes não passa apenas duma ilusão. Tenho a alma presa, perdida num negrume criado por falsas esperanças, traições amistosas, falsas confissões, interesses e punhaladas nas costas. Não me consigo libertar, não me consigo esquecer, encontro-me aprisionado nos meus pensamentos mais negros, escurecendo a vida que me rodeia, entristecendo o que deveria ser feliz. Não consigo por ora, reconhecer tudo de bom o que tenho, faltam-me forças para avançar, apetece-me somente ficar escondido neste meu covil, quieto e sossegado à espera que a tua mão me venha buscar, sem contudo saber que rosto posso esperar…
 
2 Comments:


At 12:02 a.m., Blogger Diogo Ribeiro

Cavalo digo te o mesmo que me disses-te a mim não te agarres a uma mão, não procures apenas uma mão, olha em teu redor e vê quantos ta estendem e estão la para ti...Eu estarei sempre nos bons nos maus momentos, sempre pronto pa dizer uma animalidade que nos faça sorrir e cagar para os infortúnios da vida...aquele abraço

 

At 10:21 p.m., Blogger Unknown

Já há muito tempo que não visitava a blogosfera e isso inclui o meu próprio Submundo e o Covil. Venho aqui quase quatro meses após este texto para te incentivar a continuares no Covil. Escreve, escreve, escreve e continua a escrever. Só assim conseguirás lidar com uma consciência que pesa demasiado. Verás que só as noites de embriaguez não chegam para afastar os fantasmas que te perseguem. É preciso preencher o vazio que por vezes todos nós sentimos sem que compreendamos a sua origem. Divulga o Covil, faz este espaço renascer! É um desejo da minha parte.

Abraço